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Olá, amigos!
Estou abrindo esta página para gerar mais um espaço de comunicação com vocês.
Quero que ela sirva, principalmente, para divulgar o trabalho comunitário da Sociedade Amigos de Barra do Una que, através da sua atual diretoria, está realizando um amplo trabalho para a melhoria das condições de vida de nosso bairro, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo.
Como vocês podem ver, na foto acima, a nossa praia esta quase que toda ocupada por novos condomínios e amplas residências que, volte e meia, são matéria de revistas especializadas.
O loteamento está com mais de 60% dos lotes construídos.
O bairro, há alguns anos, ultrapassou a Rodovia SP-55 e está sendo ocupado por duas clientelas distintas: os que têm meios para construir amplas casas de férias e fins de semana, constroem nas áreas das antigas fazendas, e, os que não têm muito, vão construindo como podem nas áreas alagadas e menos valorizadas pelos posseiros. Estes são os moradores que vivem e trabalham no bairro. Infelizmente, até agora, faltou vontade aos nossos governantes para estabelecer diretrizes políticas que permitissem a implantação de loteamentos ou conjuntos habitacionais para abrigar as famílias de menor poder aquisitivo que aqui se instalam e querem trabalhar.
Hoje, vivem em Barra do Una cerca de 2.200 pessoas, cadastradas no PSF (Plano de Saúde da Família). A nossa principal atividade econômica são os serviços náuticos ou assemelhados, que são oferecidos pelo Iate Clube e as marinas que estão instaladas às margens do Rio Una. A construção civil ocupa outra parcela, mas já não na mesma proporção de algum tempo atrás. Ser caseiro por aqui é, ainda, muito atraente, pois dá garantia de moradia. Viver e trabalhar por aqui não é dificil. O dificil é ter onde morar. Pois qualquer pedaço de terreno custa um bom dinheiro.
Por enquanto, ainda não houve nenhuma invasão de área, como já ocorreu em Boissucanga e na Praia da Boracéia de Bertioga. Mas, a implantação das casas é muito expontânea e irregular, nos lotes que estão sendo picotados sem planejamento nenhum. Isto degrada a habitação e a qualidade de vida do local, além de prejudicar o meio ambiente e a paisagem do bairro, o que acaba desagradando a todos: veranistas e moradores.
Mas, ainda há tempo de reverter este quadro e é urgente que providências sejam tomadas. A SABU tem tentado minimizar esta situação mas não pode agir sem que haja vontade política do governo municipal que tem que reformular parte da legislação de uso e ocupação do solo. Mas, este é um assunto que será tratado em nossas news letters, que, se for de seu interesse, poderemos lhe enviar.
Por enquanto é isso. Sempre que possível pretendo alterar este texto e ir atualizando-o. Mas, a troca de e-mails é mais rápida. Aguardo um contato.
10/11/2002
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